HIDRORAVE
Carincur e João Pedro Fonseca, 2025
instalação interativa,
sensores,
video
HIDRORAVE é uma performance de Carincur e João Pedro Fonseca que parte do mito de Atlas e da Fonte do Atlas — lugar impregnado de memória escultórica e simbólica — para interrogar o presente: que mundos carregamos hoje nos ombros? Entre tecnologia, corpo e mito, a peça propõe uma travessia sensorial e política, onde a água se torna centro ritual e vetor de transformação. A ação desenvolve-se em três momentos: captação e amplificação da água com microfones de contacto; ritual com maçãs — símbolos do Jardim das Hespérides e da metamorfose — em colaboração com participantes; e uma rave final, onde o público é integrado num estado coletivo e liminar. Luz LED percorre a água, o fumo dissolve fronteiras e o espaço transforma-se em organismo vivo, onde matéria, som e tecnologia se contaminam mutuamente. Nesta atualização performativa, Atlas já não sustenta um globo imóvel, mas um planeta líquido e instável: crises ecológicas, convulsões sociais, cidades fragmentadas. A água, amplificada, converte-se em vibração e presença política, refletindo o corpo contemporâneo — poroso, múltiplo e atravessado pelo que o rodeia.
HIDRORAVE não é celebração, mas travessia: um convite a habitar o limite, reconhecer o peso comum e imaginar novas formas de resistência e transformação num mundo em constante mutação.
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criação e ideia
Carincur e João Pedro Fonseca
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palavras-chave
workshop
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tecnologias utilizadas
Daslight 5